Facebook exclui contas falsas ligadas a gabinetes da família Bolsonaro

Também ligadas ao PSL

Antigo partido do presidente

Autores ocultavam identidade

Flávio vê risco de censura

O Facebook excluiu nesta 4ª feira (8.jun.2020) 88 contas e páginas que seriam ligadas a funcionários do presidente Jair Bolsonaro e de seus filhos, Flávio e Eduardo.

As contas também teriam relações com funcionários dos deputados estaduais do PSL Alana Passos e Anderson Moraes (RJ).

“A atividade incluiu a criação de pessoas fictícias fingindo ser repórteres, publicação de conteúdo e gerenciamento de páginas fingindo ser veículos de notícias”, declarou o Facebook.

A rede social informou que as contas agiam desde a campanha eleitoral de 2018 sem informar a verdadeira identidades dos administradores –o que viola a política interna da rede social.

Os administradores usavam uma combinação de contas duplicadas e contas falsas para evitar a aplicação de políticas da plataforma. As contas removidas, que não foram divulgadas, produziam memes políticos, críticas à oposição, e a empresas de mídia.

A rede social afirmou que chegou ao grupo por meio de reportagens e de questionamentos levantadas em audiência no Congresso Nacional.

A plataforma removeu 35 contas, 14 Páginas, 1 grupo no Facebook, e 38 contas no Instagram. US$ 1,5 mil teriam sido gastos em anúncios por essas páginas. Cerca de 883 mil pessoas seguiam uma ou mais dessas páginas no Facebook.

OUTRO LADO

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) publicou a seguinte nota:

“O governo Bolsonaro foi eleito com forte apoio popular nas ruas e nas redes sociais e, por isso, é possível encontrar milhares de perfis de apoio. Até onde se sabe, todos eles são livres e independentes.

Pelo relatório do Facebook, é impossível avaliar que tipo de perfil foi banido e se a plataforma ultrapassou ou não os limites da censura.

Julgamentos que não permitem o contraditório e a ampla defesa não condizem com a nossa democracia, são armas que podem destruir reputações e vidas”.

A deputada estadual Alana Passos informou que não foi notificada pelo Facebook sobre irregularidades.

O PSL negou que as contas excluídas sejam relacionadas a assessores da sigla, mas sim “de assessores parlamentares dos respectivos gabinetes, sob responsabilidade direta de cada parlamentar, não havendo qualquer relação com o partido”.

“Ainda, o partido esclarece que os políticos citados, na prática, já se afastaram do PSL há alguns meses com a intenção de criar um outro partido, inclusive, tendo muitos deles sido suspensos por infidelidade partidária. Ainda, tem sido o próprio PSL um dos principais alvos de fake news proferidos por este grupo”.

Poder360 tenta contato com a assessoria do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) e do deputado estadual Anderson Moraes. A reportagem segue aberta para atualização caso haja retorno.

Fonte: Poder360.



Categorias:Home, Justiça

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