PTB e Pros devem abandonar ‘blocão’ de Lira e formar novo grupo com PSL e PSC

Novo bloco com PSL, PSC, PTB e Pros

‘Só falta formalizar’, diz líder do PSL

Bloco liderado por Lira enfraquecido

MDB e DEM já tinham saído

O chamado “blocão” formado em torno do deputado Arthur Lira (PP-AL) deve perder mais 2 partidos. PTB e Pros pretendem se unir ao PSL e ao PSC para formar 1 novo grupo na Câmara dos Deputados. Na última 2ª feira (27.jul.2020), MDB e o DEM já tinham abandonado o bloco liderado por Lira.

Acho que vai ser bom a formação de 1 novo bloco para que a gente possa ter mais protagonismo dentro da casa e ajudar no debate. A pauta reformista é uma pauta que abraçamos, não temos dificuldade em votar a pauta do governo, entendemos que a pauta econômica é uma pauta boa. Temos contribuído“, disse Pedro Lucas Fernandes (MA), líder do PTB, ao G1.

Em entrevista ao jornal O Globo, o líder do PSL, Felipe Francischini (PR), disse que as legendas estão “conversando há algumas semanas, e a ideia é que a gente possa ter mais força unindo esses partidos, para ter o fortalecimentos das bancadas e conseguir mais relatorias. Só falta formalizar. Será na próxima semana ou na seguinte. Já está acertado“.

Líder do PSC, André Ferreira (PE) afirmou que o movimento não é retaliação a Lira: “Nada contra governo e nada contra Arthur, ao contrário“.

Com as saídas de PTB e Pros, o grupo liderado por Lira continua sendo uma força importante nas votações, mas fica ainda mais desidratado. Inicialmente com 221, passou para 158 com a retirada de MDB e o DEM. Com a confirmação da nova debandada, o bloco vai ficar com 136 deputados de 5 partidos (PP, PL, PSD, Solidariedade e Avante). Já o grupo formado por PSL, PSC, PTB e Pros já começaria com 71 deputados.

O líder do DEM, Efraim Filho (PB), disse ao Poder360 que a legenda não pretende integrar 1 novo grupo dentro da Câmara. “Foi ato conjunto [com o MDB], mas não vamos formar novo bloco. Cada 1 segue seu rumo”, disse o demista.

O bloco liderado por Lira foi criado para conquistar maior influência sobre a Comissão de Orçamento, que junta deputados e senadores para discutir o uso dos recursos da União. Em seu perfil no Twitter, Lira disse que o bloco “deveria ter sido desfeito em março, o que não aconteceu por conta da pandemia”. “Não existe o bloco do Arthur Lira”, afirmou.

Lira é também o principal articulador do chamado Centrão, conjunto de partidos sem clara posição ideológica e que se aproxima de diversos governos —está próximo de Bolsonaro, no momento.

Fonte: Poder360.



Categorias:Home, Política

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